quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


A Hemorróida Cósmica, por artista desconhecido.





Macaco na Varanda, por Contingência Universal. Sombra projetada casualmente por cesta no gelágua.


Borracha boracha - trum psh.

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lucky's monologue

Given the existence as uttered forth in the public works of Puncher and Wattmann of a personal God quaquaquaqua with white beard quaquaquaqua outside time without extension who from the heights of divine apathia divine athambia divine aphasia loves us dearly with some exceptions for reasons unknown but time will tell and suffers like the divine Miranda with those who for reasons unknown but time will tell are plunged in torment plunged in fire whose fire flames if that continues and who can doubt it will fire the firmament that is to say blast hell to heaven so blue still and calm so calm with a calm which even though intermittent is better than nothing but not so fast and considering what is more that as a result of the labors left unfinished crowned by the Acacacacademy of Anthropopopometry of Essy-in-Possy of Testew and Cunard it is established beyond all doubt all other doubt than that which clings to the labors of men that as a result of the labors unfinished of Testew and Cunnard it is established as hereinafter but not so fast for reasons unknown that as a result of the public works of Puncher and Wattmann it is established beyond all doubt that in view of the labors of Fartov and Belcher left unfinished for reasons unknown of Testew and Cunard left unfinished it is established what many deny that man in Possy of Testew and Cunard that man in Essy that man in short that man in brief in spite of the strides of alimentation and defecation wastes and pines wastes and pines and concurrently simultaneously what is more for reasons unknown in spite of the strides of physical culture the practice of sports such as tennis football running cycling swimming flying floating riding gliding conating camogie skating tennis of all kinds dying flying sports of all sorts autumn summer winter winter tennis of all kinds hockey of all sorts penicillin and succedanea in a word I resume flying gliding golf over nine and eighteen holes tennis of all sorts in a word for reasons unknown in Feckham Peckham Fulham Clapham namely concurrently simultaneously what is more for reasons unknown but time will tell fades away I resume Fulham Clapham in a word the dead loss per head since the death of Bishop Berkeley being to the tune of one inch four ounce per head approximately by and large more or less to the nearest decimal good measure round figures stark naked in the stockinged feet in Connemara in a word for reasons unknown no matter what matter the facts are there and considering what is more much more grave that in the light of the labors lost of Steinweg and Peterman it appears what is more much more grave that in the light the light the light of the labors lost of Steinweg and Peterman that in the plains in the mountains by the seas by the rivers running water running fire the air is the same and then the earth namely the air and then the earth in the great cold the great dark the air and the earth abode of stones in the great cold alas alas in the year of their Lord six hundred and something the air the earth the sea the earth abode of stones in the great deeps the great cold on sea on land and in the air I resume for reasons unknown in spite of the tennis the facts are there but time will tell I resume alas alas on on in short in fine on on abode of stones who can doubt it I resume but not so fast I resume the skull fading fading fading and concurrently simultaneously what is more for reasons unknown in spite of the tennis on on the beard the flames the tears the stones so blue so calm alas alas on on the skull the skull the skull the skull in Connemara in spite of the tennis the labors abandoned left unfinished graver still abode of stones in a word I resume alas alas abandoned unfinished the skull the skull in Connemara in spite of the tennis the skull alas the stones Cunard (mêlée, final vociferations) tennis . . . the stones . . . so calm . . . Cunard . . . unfinished . . .

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Reminder

If I get old
I will not give in
But if I do
Remind me of this

Remind me that
Once I was free
Once I was me

Knock me out
Smash out my brains
If I take the chair and start to talk shit

Whatever happens if we're still speaking
Pick up the phone
Play me this song

(T.Y.)


À comunhão universal anal-retentiva.

Brinks, chapas, brinks. (risos, risos)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

tee hee

Bergman, sobre Orson Welles: “Para mim, é uma enganação. É vazio. Não é interessante. É morto. Cidadão Kane é um saco. As interpretações não valem nada. O respeito que esse filme tem (com a crítica) é inacreditável.”

Bergman, sobre Jean-Luc Godard: “Nunca senti nada por seus filmes. Eles me parecem intelectualmente falsos e completamente mortos. Desinteressantes cinematograficamente e infinitamente tediosos. Godard é um tédio do caralho. Ele fez seus filmes para os críticos.”

Herzog, sobre Jean-Luc Godard: “Alguém como Godard me parece dinheiro falso quando comparado a um bom filme de kung fu.”

Vincent Gallo, sobre Sofia e Francis Ford Coppola: “Sofia Coppola gosta de qualquer cara que faz o que ela gostaria de fazer. Se ela que ser fotógrafa, ela vai trepar com um fotógrafo. Se ela quer ser cineasta, vai trepar com um cineasta. Ela é uma parasita assim como seu pai, aquele porco gordo.”

Não são uns peraltas?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Estou escrevendo alguns textos para o site Outros Críticos; este abaixo é um deles. Concedam-lhes a visita: lá o texto vem com itálicos. Há também outros colaboradores, todos diplomados e jovens como eu, falando sobre literatura, cinema, música e filosofia.

Comic books

Era o interior friorento de São Paulo, durante o mestrado, e eu costumava desenhar lugares da cidade. Utilizava papéis avulsos, em geral. Esbocei o terminal rodoviário, esperando um ônibus para casa, perto da meia-noite; um semáforo no meio-fio, domigo à tarde, sentado na calçada de uma floricultura fechada; um orelhão na calçada; uma velha adiposa de mini-saia num shopping center, observando uma vitrine fechada, com bijuteria esotérica nas prateleiras, destinada a consolar, espiritualmente, o público alvo das meio-idosas na menopausa, deficitárias em fé cristã. Havia o esboço de uma alameda do bairro, margeada por um centro hospitalar, cercado por uma rede, bufonescamente, sob as janelas, para desacelerar a queda de médicos, internos e estagiários. Bosques, um posto de gasolina; coisas do tipo. É uma atividade plenamente satisfatória, substituindo uma vida amorosa, ou solitária, conquanto penhe em desafios, como a dos indie folkers não-caucasianos, clubbers agoráfobos, psicopedagogas sexualmente ativas, feministas ovulantes e tv hosts intuicionistas browerianos. Insto-o, enfaticamente, a experimentar por si, leitor divorciado.
Os traços eram quadrinescos; simplistas. Talvez o estilo me interessasse – conjeturo, agora que alguns anos transcorreram, implacáveis, somando, ao todo, um ou dois dias ordinários da vida de alguém – porque as linhas elementares e iconográficas nos comic books representem o mundo mais ordenado e, ipso facto, mais acolhedor; como o abraço de um ex-colega de trabalho, quando jazemos numa cama de hospital, contemplando a marcha da velhice, ou o gracejo paternal de um urólogo. Nesse sentido, e tal como os álbuns de fotografia, graphic novels são um rolé fundamentalmente mórbido: pois que não ensejam reagir, futilmente, ao devir; ao consumir-se das coisas, para ourivesá-las num presente imóvel – aquele da imagem? De modo ostensivo, não é esta a ambição mais resfolegante da arte: talhar; incrustar, no diamante inconstante do tempo, uma chuva imóvel?
Claro; só uma espécie obsedada com morte e degeneração poderia produzir beleza; por mera auto-negação. Os anjos tocam musak e escrevem guias de turismo. Falta-lhes a motivação candente e imperiosa; o desconforto do macaco senciente, corrupto. Falta-lhes, enfim, um cu na extremidade dos intestinos.
Havia, eu dizia, uma qualidade distinta, reconfortante no estilo quadrinesco, como a suspensão estática nos cenários de Edward Hopper, que me impelia a transpor para tal registro fragmentos desoladores da cidade. Diversamente, para a maioria (estimo), é o minimalismo que condena à vulgaridade a “nona arte”. Seria a isto que se referia Chris Ware, ao imputá-la como rasteira, a mídia quadrinística? Com efeito, imagens esmeradas demais represam o fluxo da narrativa. Em “Marvels” de Alex Ross, por instância, vemos não uma graphic novel, senão uma galeria de imagens super-trabalhadas, retratando fisioculturistas de cueca, consoante à tradição homoerótica, glandular dos gibis para adolescetes celibatários, hoje assimilada por Hollywood, conforme reclama o triste, seboso zeitgeist dos 00 e 10. Em contraponto, o minimalismo congenial inclina o comic book à caricatura; quanto o atesta a eterna popularidade dos cartuns. Mas não é, justamente, a simplicidade ockhamiana, e assim a elegância, a gramática universal da arte? A um turno, sua alma e o seu corpo?
Similarmente, anseiam os machos que o corpo da fêmea desenhe, e renda tangível, o simples, o suave, o ordenado; em última instância, ausentes na textura e estrutura assimétricas da vida e, em particular, na aridez masculina. Somos consumidores insaciáveis da ficção da ordem, o bem em torno do qual orbitam os sistemas econômicos, as angústias e as picas. Tornando ao berço de seios femininos, protegem-se, os pobres chimpanzés, da verdade e do devir; da indiferença das leis do mundo à presença do homem – um arranjo dispensável, em quanto os concerne. De modo análogo, e leva após leva, penduram-se às tetas briosas da arte; leitões famintos por estética. Quando estofados os estômagos; a febre reduzida aos 37 graus; quando, enfim, a atrocidade cessa de nos entreter, o mundo se torna banal, e algo deve rendê-lo habitável.
Há mais darwinistas em Beberibe que comics artisticamente relevantes no mundo, é notório; de resto, ainda é um formato menos viciado e autoconsciente, quando não usado para escoamento do subconsciente testicular da puberdade (Alan Moore continua meio chibata). Me interessa mais que cinema, embora não tanto pelo ineditismo de possibilidades expressivas: polarmente distante do internalismo da literatura, que nega o mundo, o cinema é sensualista e passivo; não escapa fácil ao realismo; o comic book, meio literário e meio cinematográfico, guarda genes dos dois mundos. É um formato um melancólico, afinal; pense em todos esses gibis esperançosos de super-heróis durante a guerra. Redesenhar a vida é um propósito meio deprimente. E é isso, meu rei.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Marilyn Monroe em autópsia, com figura mortuária:




domingo, 10 de julho de 2011

Fazendo testes com randomicidade e textura - logo não faz muito sentido sem fones. Inacabado, e inconsistente com o Varzea, sleepe, mas depois tiro do myspace.

sábado, 28 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pais, padrastos e titios - para a seção comportamento dos símios machos. Não importa o que faça, macho símio, sempre vamos amá-lo. Você é tão poético e carismático.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Efeitos da violência tácita, o eterno clássico do entretenimento amical:
"Bullying motivou 87% dos mass murders em escolas de 1966 a 2011".
Porque balas são tapinhas com momentum. E mais:
Chicks with Steve Buscemi's eyes
(O site complementar, Steve Buscemi with Chicks Eyes, parece perder em brilho. Mas, visto que nunca há Steve Buscemi o suficiente no mundo, a proposta está no ar).

terça-feira, 5 de abril de 2011

SolitaryConfinement.org - sobre solitárias (é, as prisões). Contém um pdf,

a comprehensive single point of reference on solitary confinement, examining its documented health effects, and professional, ethical and human rights guidelines and codes of practice relating to its use

e o Istanbul Statement:

to address the increasing use of solitary confinement and its harmful effects, a working group of 24 international experts adopted on December 9th 2007 the Istanbul Expert Statement on the Use and Effects of Solitary Confinement, calling on States to limit the use of solitary confinement to very exceptional cases, for as short a time as possible, and only as a last resort.

Lovely.

quinta-feira, 24 de março de 2011


Desenho fotografado com celular. Estraguei a parte à direita, então terei que corrigir, um dia, talvez. Será esse o dia glorioso em que escanearei propriamente.

terça-feira, 22 de março de 2011

Funeral Tango

Ah, I can see them now
Clutching a handkerchief
And blowing me a kiss
Discreetly asking how
How come he died so young
Or was he very old
Is the body still warm
Is it already cold
All doors are open wide
They poke around inside
My desk, my drawers, my trunk
There's nothing left to hide
Some love letters are there
And an old photograph
They've l aid my poor soul bare
And all they do is laugh

Ah, I can see them all
So formal and so stiff
Like a sergeant-at-arms
At the policeman's ball
And everybody's pushing
To be the first in line
Their hearts upon their sleeves
Like a ten-cent valentine
The old women are there
Too old to give a damn
They even brought the kids
Who don't know who I am
They're thinking about the price
Of my funeral bouquet
What they're thinking isn't nice
'Cause now they'll have to pay

Ah, I see all of you
All of my phony friends
Who can't wait till it ends
Who can't wait till it's through
Oh, I see all of you
You've been laughing all these years
And now all that you have le ft
Are a few crocodile tears
Ah, you don't even know
That you're entering your hell
As you leave my cemetery
And you think you're doing well
With that one who's at your side
You're as proud as you can be
Ah, she's going to make you cry
But not the way you cried for me

Ah, I can see me now
So cold and so alone
As the flowers slowly die
In my field of little bones
Ah, I can see me now
I can see me at the end
Of this voyage that I' m on
Without a love, without a friend
Now all this that I see
Is not what I deserve
They really have a nerve
To say these things to me
No, girls, just bread and water
All your money you must save
Or there'll be nothing left for us
When you're dead and in your grave

(J. Brel)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Desenho em andamento


Sem título b.jpg


Grande artista contemporâneo

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Massa pesada

Apesar de tudo, com uma simples falha que não poderia evitar, destruo todo o meu trabalho, o fácil e o difícil, e vejo-me preso novamente ao mesmo círculo anterior.
Portanto, talvez seja melhor suportar tudo, passivamente, comportar-se como uma mesma massa pesada, e se alguém se sente arrastado, não se deixar induzir ao menor passo desnecessário, olhar os demais com o olhar de um animal, não sentir nenhum arrependimento, enfim, afogar com uma só mão o fantasma de vida que ainda subsista, quer dizer, aumentar o mais possível a posterior calma sepulcral, e não deixar que subsista nada mais. Um movimento característico desse estado consiste em passar o dedo mindinho pelas sobrancelhas.
(Resoluções, Franz "wackadoodle!" Kafka)